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Aicha

Pigalle molhava-se num tremer de outono. O odor a kebab a soltar-se provocante na esquina.
O Moulin  entorpecia desejos iluminados. A noite  apressada passeava-se de Clichy a Boulogne, a Foch...para morrer no Sena depois da última gota de Beaujolais. Um vão de Saint-Louis abrigou-lhe o último adormecer. Na porta do julgamento, escolhidos e condenados clamam ao Sol outro nascer. Maomé tinha-a escolhido.



1 comentários:

Helena Paixão disse...

A música fica no ouvido, tem uma boa melodia (pena não conseguir perceber muito bem a letra).

Votos de um muito feliz Natal, com muita paz e carinho no sapatinho :-)