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Entraste num dia em que o Sol se impunha de mão dada pela brisa, naquele resto de Tejo a abraçar o oceano.
Quantas luas passaram, quantas cheias ou vazas marés, quantas vontades por provar, quantos amargos de boca morreram, quantos sonhos roubados, quanto tempo em viagem de ida sem projecto de volta, quanto de cada um deixou que o relógio parasse sem vontade de o acordar, quanto?... de tudo...

Perdi a conta ao que hoje voltou em forma de acordes e voz de outra memória de estrada para andar.
A primeira era “história”de fundo de telefone durante o chamar. E autobiográficamente, espelho de reflexos comuns.
Noutro momento e espaço longe das marés do estuário Lisboeta sem brisa nem abraço ouvi-a de novo num FM próximo.
De outra vez...de outras tantas vezes, fundo de publicidade de cinema sempre que as marés eram vazas
Noutra ainda quando na margem de outro rio o chá de limão odorava sorrisos de descoberta. E em tantos outros multiplicados momentos, de caminho sinuoso e lamaçento, de dias cinzentos.

O cenário musical de fundo repetido na probabilidade de diferentes começos de “história”, que deixei de contar, eternizou-me por dentro cada compasso... cada sílaba.. Gostei que essa brisa em jeito de pos-it me chegasse em tom audível que aprendi a deixar atravessar-me ou ficar... quase sempre ficar

Hoje, a mesma “historia” acordou-me fora de horas, em cenário sem vento, distante do mar.

Faço-lhe “história”... guardo-a junto a pedras de caminho e infinitos pedaços teus, no baú da memória selectiva... salpico de verde o negro e em esquisso de carreiro... rumo à estrada.

8 comentários:

Paula disse...

Bonita a música, à medida que passeamos o olhar pelo ritmo e harmonia das palavras.

Beijo

Ritinha disse...

Nao funciona... :(
Nao consigo ouvir nada...

Feiticeira disse...

Se uma leve brisa te soprar no rosto... sente-a ... sou apenas eu que te beijo em silêncio...
Parabens pelo post...

kris

Anónimo disse...

...ao escrevê-la, inventei-te,
numa escrita pálida de incertezas certas, escrevi uma mão estendida, para poder contar
pelos teus dedos, as vezes que me senti menos só...
escrevi batalhas que descansei no
teu peito e, derrotas postadas nos teus lábios...
I was made for you -

- mas essa já é outra história!

Quase nos 50 disse...

Todos temos uma "story" e a tua parece-me ser doce.
Sabes que essa canção me tem acompanhado nos últimos tempos?
Curioso.
Como diria alguém: "há mais coisas entre o céu e a terra do que imaginamos".
Bjs

Infiel disse...

uhmmm acho que fiquei com ciumes dessas historias :)

sorrisos para ti

By myself disse...

Linda forma de tratar as palavras.

E agora não se escreve mais? Ein? Vamos lá a trabalhar no blog, s.f.f..

Beijinhos e boa semana.

Anónimo disse...

Histórias de uma só história...
Há histórias que teimamos repetir no gosto amargo de uma rotina de desilusões que nos sagra e consome. Só termina com um grito interior de dor a ganhar asas de voar para outra história e… voltamos a viver!